Velhofobia: você tem esse preconceito?

É o momento de repensar a relação com pessoas da terceira idade

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), hoje o Brasil tem mais de 30 milhões de idosos, isso significa que essa parcela da população tem uma representatividade considerável na sociedade. Mesmo com essa representação, não é difícil perceber que esse grupo não tem o respeito merecido. Essa falta de consideração é chamada de gerontofobia ou, de maneira mais popular, velhofobia.

O termo gerontofobia é utilizado também para pessoas que têm medo de envelhecer. A prática é tão preocupante que cientistas consideram que essa fobia é uma das causas da depressão na terceira idade.

Os idosos vivem diariamente situações de gerontofobia. É fácil identificar quando acontece, mais fácil ainda repreender e evitar. Vejamos alguns exemplos:

  • Lugares preferenciais: seja na fila do supermercado, do banco ou no assento do ônibus, é direito do idoso o espaço preferencial. Sempre que presenciar um caso de desrespeito, cobre que a lei seja cumprida e sobretudo, que a vítima seja respeitada. 
  • Golpes: os noticiários trazem com frequência matérias sobre idosos que sofreram golpes. São pessoas que aproveitam para vender produtos que eles não necessitam, para roubar dados, e até mesmo dinheiro. Quando um idoso precisar de ajuda com um procedimento eletrônico, por exemplo, dê a orientação correta, isso evita que ele saia prejudicado.
  • Atenção: a solidão é um assunto que está diretamente relacionado à velhofobia. É dever de todos combater este mal. As pessoas com mais de 60 anos muitas vezes só querem uma companhia para conversar, neste caso, prestar atenção no que eles têm para dizer e incluí-los em situações de convivência social já é um bom caminho.

Medo de envelhecer

Além da questão do tratamento do idoso atual, a velhofobia está relacionada ao receio de chegar na terceira fase da vida. Existe a crença de que essa fase é a final, já próxima da morte, e é encarada com um risco. 

É natural desenvolver uma ansiedade relacionada a isso, afinal, é um período de mudanças, contudo, só se caracteriza gerontofobia quando esse medo se torna excessivo e desproporcional. 

Vale ressaltar que é um sentimento do subconsciente. Apesar da ação não ser considerada diagnóstico ainda e não ter registro no CID-10 (Classificação Internacional das Doenças), especialistas orientam que ao sentir que esse medo prejudica a fluidez da vida, é hora de buscar ajuda. 

Os principais sinais são: medo de perder o controle e sensação de estar doente. Além disso, náuseas, palpitações cardíacas, falta de ar, choro e outros sintomas de ansiedade durante a convivência com idosos ou quando se pensa no envelhecimento pessoal.

Não existe fórmula mágica para tratar a gerontofobia, contudo, terapia e técnicas terapêuticas ajudam. É ter em mente que envelhecer não significa adoecer, que se pode levar uma vida de qualidade e transformar essa fase na melhor possível.

Quanto ao outro tipo de velhofobia, a palavra de ordem é empatia, é se colocar no lugar do outro e tratá-lo como gostaria de ser tratado.

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