O mercado está pronto para atender à terceira idade?

Boa parte dos idosos se ressente com a falta de produtos que poderiam facilitar o seu dia a dia

 

Ao chegar à terceira idade, muitos brasileiros aproveitam para fazer coisas que eram deixadas em último plano. Fazer compras, geralmente, é uma delas e acaba sendo uma atividade prazerosa para muitos idosos. Porém, nem sempre o mercado disponibiliza itens voltados a esse público.

Uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostrou que 34% dos idosos sentiam falta de produtos e serviços para sua idade. 13% dos entrevistados citaram que precisavam de um celular com tela maior e teclado; 12% desejavam mais lugares para se divertir e 11% necessitavam de mais opções de vestuário.

Além disso, 37% reclamavam do tipo de atendimento que recebiam e 34% reclamavam dos rótulos com letra ilegível.

Autonomia X falta de produtos

A pesquisa revela que há espaço no mercado, basta que empresas interessadas no ramo se identifiquem com as necessidades desse público-alvo – as vendas superariam a expectativa e o negócio seria mais do que rentável.

A ausência de produtos afeta, principalmente, idosos acima de 65 anos que desenvolveram disfunções na habilidade motora, como a artrite. Para eles, abotoar a camisa, escrever um bilhete ou, ainda, escovar os dentes são atos de difícil execução. O comércio ainda se encontra distante de trazer soluções práticas para ajudá-los nessas tarefas diárias.

Quando buscamos pela internet por artigos para idosos, o resultado é de se espantar: grades de proteção para cama, bengalas e andadores – tudo restrito a quem se encontra enfermo. Para quem está habituado a comprar pela internet, pode encontrar com um pouco mais de facilidade um ou outro item que procura. Mas para quem não faz uso, isso pode ser mais difícil.

Pensando nisso, listamos alguns produtos que seriam grandes facilitadores, se estivessem disponíveis em supermercados e lojas:

  • gancho para abotoar camisas;
  • pinças de pressão para pegar objetos caídos pelo chão (e ainda auxiliaria a vestir roupas);
  • revestimento de espuma para usar talheres;
  • canetas e escovas de dentes;
  • luvas resistentes a cortes de faca;
  • protetores para as grelhas do forno;
  • abridores de tampas que não exigem esforço;
  • adaptador para girar botões de aparelhos elétricos – como fornos elétricos ou micro-ondas.

Quando falamos da falta que faz ter esses produtos no mercado, trazemos vários problemas com isso. Um deles é que os produtos convencionais podem pôr em risco a segurança dos idosos. Muitos acabam se afastando das atividades por não conseguirem executá-las como deveria. Outros abrem mão de cozinhar para a família, por exemplo, por sentirem incômodo ou por terem medo de derrubar objetos e se machucarem. E aí os parentes os advertem, impedindo-os de fazer o que gostam, e mais um problema surge: a depressão.

Tendo em vista a maior expectativa de vida que temos, é mais do que natural que a procura por produtos cresça a cada dia. As empresas precisam acompanhar e investir nessa comodidade. As inovações precisam ser para todos.

 

 

 

Tags: idosos praticidade produtos saúde terceira idade

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