5 conselhos para quem vai se divorciar

É preciso recobrar a razão para planejar a divisão de bens de forma justa e transparente

É bem verdade que, no momento em que um casal decide se separar, as emoções estão à flor da pele. No entanto, é preciso recobrar a razão para planejar a divisão de bens de forma justa e transparente, evitando atritos desnecessários. “Se for preciso, espere um pouco para conversar sobre as questões patrimoniais. Deixe a poeira baixar”, indica Bruno Omeltech, administrador de empresas e consultor financeiro.

Ele sugere, ainda, alguns procedimentos que devem ser tomados logo após essa primeira conversa, para que todo o processo transcorra de forma tranquila e para que nenhuma das partes saia prejudicada da negociação.

1. Faça um inventário de todos os bens do ex-casal

O documento pode ser preparado de forma simples, em uma planilha do Excel, por exemplo. Além de citar todos os bens e aplicações, é preciso anotar os valores atualizados deles. Também é fundamental lançar nesse controle as dívidas e financiamentos, se houver.

2. Quite todas as dívidas possíveis

Mesmo que seja necessário vender algum bem ou resgatar investimentos para isso. Assim, evita-se problemas no futuro, caso um dos ex-cônjuges deixe de pagar a parte combinada. “Vender o imóvel onde o ex-casal residia geralmente é uma boa saída, já que é possível haver um lucro pela valorização dele. Muitas vezes, o cônjuge que permanece no imóvel não consegue arcar com todas as despesas sozinho e, posteriormente, precisa vendê-lo”, afirma o advogado José Ricardo Ramalho, mestrando em Economia Empresarial.

3. Se a ideia for manter um financiamento, decida quem vai pagar

É importante que se delimite, desde o momento em que se decidiu pelo divórcio, quem arcará com essas prestações. “Uma dica útil, em caso de financiamento de veículos, por exemplo, é colocar o contrato de financiamento e o veículo em nome de apenas um dos cônjuges. Isso evita que, após o divórcio, um dos ex-cônjuges tenha o nome negativado por ausência de pagamento de um veículo que sequer utiliza”, diz Ramalho.

4. Programe o pagamento das despesas dos filhos menores, se houver

Tão importante quanto deliberar sobre a guarda dos filhos é fazer um orçamento prévio dos gastos mensais com eles. Após realizar a soma de todos as despesas, com alimentação, escola e lazer, a divisão pode ser feita meio a meio, a fim de evitar conflitos posteriores. “Para efeito de controle, seria mais fácil que uma pessoa pudesse ficar responsável pelos pagamentos e a outra apenas depositasse a parte acordada, todos os meses”, sugere Omeltech.

5. Formalize todos os acordos estabelecidos

Ainda que tenha permanecido uma relação amigável entre os ex-cônjuges e que as decisões sobre a partilha e a guarda dos filhos tenham sido tomadas em consenso, é fundamental registrar tudo em um documento, de preferência, assinado pelos dois.

Tags: divórcio família planejamento financeiro

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